Hoje em dia é muito comum a curiosidade das pessoas sobre a principal diferença entre a modernidade e a posmodernidade. Segundo muitos autores importantes, a modernidade começou no século 18. A partir dos anos 1970 – e, em especial, do começo da década de 1990 – vivemos a lenta mas inexorável transição para a posmodernidade. Segundo Edgar Morin, a principal diferença entre esses dois períodos é que na modernidade afirmava-se que as mudanças são constantes e ocorrem sempre para melhor. Na posmodernidade obviamente persiste a percepção de que as mudanças são incessantes, mas, como a experiência tem mostrado, também se tornou claro que elas nem sempre acontecem para melhor.
Em linha com a importância que o assunto vem assumindo, em especial nos últimos anos, este número da Revista BSP está predominantemente voltado para a posmodernidade e algumas de suas manifestações, como sempre com destaque para o universo das organizações e da educação.
Nosso artigo de abertura é do professor André Coutinho e trata do business design. Desde a epígrafe seu trabalho ele homenageia um dos pensadores mais destacados da posmodernidade. Trata-se de C. K. Prahalad, o autor que até o momento escreveu com mais clareza e profundidade sobre a cocriação – uma das formas mais eficazes de levar à prática a teoria da complexidade e o pensamento complexo.
O texto seguinte, da professora Rebeca Chu, mantém o foco na época posmoderna e a aborda a partir do ângulo das culturas nacionais e suas manifestações na área dos negócios e da administração. Trata-se de um texto conciso porém sem perda de clareza e profundidade. Dada a sua pertinência, esse artigo terá uma segunda parte no próximo número da Revista.
O conteúdo prossegue com o trabalho da professora Ines Meneses que traça um perfil da Embraer, a grande fabricante brasileira de aviões. O texto é complementado com anexos de cunho quantitativo e qualitativo, que ilustram aspectos da história da empresa e seu desempenho ao longo dos anos. A apresentação da professora Meneses está em linha com a ênfase que a Revista BSP vem dando a narrativas e estudos de caso, estes sabidamente de grande interesse documental e pedagógico.
Por último, mas nem por isso de menor importância, o artigo de José Mauro Gonzalez e Ricardo Arikawa Moreira fala sobre a importância dos MBAs e a abordagem da BSP-Business School São Paulo para aumentar sua relevância e atratividade. Esse texto também será continuado no próximo número da revista.
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